História do Sorvete
Indícios da existência do sorvete datam de 250 A.C., quando os chineses misturavam polpas de frutas à neve e serviam a seus imperadores.
No deserto da Pérsia, onde as temperaturas no verão podem chegar a 42°C ou mais, o sorvete era feito construindo-se uma piscina ampla e rasa, protegida por uma parede de frente para o sul para ocultá-la do sol. Enchia-se a piscina com água pura vinda de reservatórios subterrâneos – os “ganats” – e após o congelamento, durante a noite, cortava-se o gelo em blocos antes que o sol começasse a aquecê-lo.
Esses blocos de gelo eram então armazenados numa casa de gelo contígua, enormes estruturas com a forma de um iglú. A espessa parede dessa abôbada feita de tijolos de barro, com o diâmetro de cerca de 15 metros, oferecia uma boa isolação.
No primeiro século da era cristã, Nero, imperador de Roma apreciava uma mistura de vinho, sucos de frutas e mel que era congelada com a neve trazida dos Alpes. No século XIII, Marco Polo retornava à Itália de sua viagem ao oriente, de onde trouxera recipientes que diziam ter sido utilizados na Ásia por mais de mil anos para congelar água.
Os italianos foram os primeiros europeus a desenvolverem receitas de sorvetes e aparentemente a partir de 1500 o produto começou a ser difundido por toda a Europa.
A indústria de sorvetes cresceu muito desde então e hoje podemos definir o sorvete como um produto congelado composto por uma mistura de leite, açúcares, estabilizantes, emulsificantes e flavor (cor e sabor). Ingredientes como ovos, amido e outros também podem ser adicionados à calda. Como são tantos os tipos de sorvetes, podemos classificá-los conforme a sua composição.